Pesquisar «tipos de pilates» parece simples até começarem a surgir nomes: pilates no chão, reformer, clássico, contemporâneo, clínico, aéreo, pré-natal… E então surge a dúvida: serão realmente modalidades diferentes do mesmo método?
Não exatamente. A expressão «tipos de pilates» engloba três aspetos distintos: a forma como é praticado, a abordagem com que é ensinado e as adaptações que são feitas de acordo com o praticante.
Compreender essa diferença ajuda a escolher melhor uma aula, uma formação ou até mesmo o equipamento de um centro. Este guia apresenta as principais modalidades e explica o que realmente as diferencia.
Nem todos os tipos de pilates são a mesma coisa
A primeira distinção é importante.
Podemos falar de Pilates consoante o equipamento utilizado, consoante a escola ou interpretação do método, ou consoante o perfil da pessoa a quem a prática se adapta.
| Classificação | Exemplos | O que muda |
| Modalidade de prática | Chão, Reformer, Cadillac, cadeira | O equipamento e a resistência |
| Abordagem do método | Clássico, contemporâneo | A forma de ensinar e desenvolver o repertório |
| Aplicação | Treino, clínico, pré-natal | A adaptação dos exercícios ao utilizador |
| Formatos híbridos | Aéreo, Barre, outras variantes | Incorporam elementos de outras disciplinas |
Por isso, comparar o «Pilates Reformer» com o «Pilates clássico», por exemplo, não é totalmente correto. Uma sessão pode ser realizada num Reformer e, ao mesmo tempo, seguir uma abordagem clássica ou contemporânea.
Pilates no chão ou Mat Pilates
É a forma mais acessível de praticar o método. É praticado principalmente num tapete e utiliza o peso corporal e a gravidade como resistência.
O Mat Pilates desenvolve o controlo corporal, a estabilidade, a mobilidade, a coordenação e a força do centro, sem depender de máquinas. Pode incorporar pequenos acessórios, como faixas elásticas, bolas, aros ou rolos, mas a base continua a ser o próprio corpo.
Tem, além disso, uma vantagem evidente: ocupa muito pouco espaço e permite trabalhar com grupos mais numerosos.
Isso não significa que seja a versão «fácil» do Pilates. Pelo contrário. Como não dispõe de molas que possam auxiliar determinados movimentos, alguns exercícios exigem um controlo corporal considerável.
Pilates Reformer
É provavelmente a modalidade com máquinas mais conhecida.
O Reformer utiliza um carro deslizante sobre calhas, molas ajustáveis, uma barra para os pés, cordas e roldanas. A grande diferença em relação ao solo é que as molas podem gerar resistência, mas também auxiliar determinados movimentos.
Isto permite ajustar a carga, treinar em diferentes posições — deitado, sentado, de joelhos ou de pé — e desenvolver um repertório muito vasto.
Mas é importante esclarecer uma coisa: o Reformer Pilates não é um método diferente do Pilates. É apenas uma das formas de o praticar.
Na verdade, o chão e o Reformer fazem parte do mesmo sistema e complementam-se: o primeiro obriga-nos a controlar o próprio corpo face à gravidade e o segundo introduz a resistência e o apoio das molas.
Pilates com Cadillac, torre e outros aparelhos
O método vai muito além do Reformer.
Joseph Pilates desenvolveu um sistema de treino que, posteriormente, foi organizado em torno de diferentes famílias de equipamentos, cada uma com possibilidades distintas.
Entre as principais, destacam-se:
· Cadillac ou mesa trapezoidal — marquesa fixa rodeada por uma estrutura de barras, molas e correias. Destaca-se pelo trabalho assistido e pelas possibilidades de suspensão.
· Torre — estrutura vertical com molas que pode ser integrada ao Reformer ou utilizada em configurações específicas.
· Cadeira de Pilates — utiliza um ou dois pedais ligados a molas e exige um grande esforço de equilíbrio, controlo e trabalho dos membros inferiores num espaço muito reduzido.
· Arcos e barris — trabalham principalmente a mobilidade e o controlo da coluna através de superfícies curvas.
· Springboard e unidades de parede — transferem grande parte do trabalho com molas para uma estrutura vertical com uma ocupação mínima de espaço no chão.
· Equipamento moderno — sistemas como o CoreAlign, o MOTR, o Bodhi ou o Orbit alargam o treino a padrões funcionais e a posições predominantemente verticais.
Cada aparelho altera a posição do corpo, o ponto a partir do qual surge a resistência e o tipo de informação que o utilizador recebe. Por isso, nenhum substitui completamente os outros.
Pilates clássico
O Pilates clássico procura preservar, de forma especialmente fiel, o trabalho desenvolvido por Joseph Pilates.
Em termos gerais, mantém o repertório, as sequências, as transições e um equipamento com dimensões e características semelhantes às dos aparelhos originais. A Balanced Body descreve esta abordagem como uma prática em que o ritmo, a continuidade e a ordem dos exercícios também assumem especial importância.
No âmbito da Balanced Body, a linha Contrology responde precisamente a esta abordagem do método e toma como referência os designs tradicionais dos aparelhos originais.
«Clássico» não significa necessariamente treinar apenas no chão nem utilizar exclusivamente um Reformer. O sistema clássico inclui diferentes aparelhos e um repertório interligado entre eles.
Pilates contemporâneo
O Pilates contemporâneo parte dos mesmos fundamentos, mas permite uma interpretação mais aberta do repertório.
Pode integrar conhecimentos atuais sobre movimento, biomecânica, aprendizagem motora ou treino e adaptar com maior liberdade os exercícios, as sequências e o equipamento às características de cada pessoa.
A fronteira entre o clássico e o contemporâneo também nem sempre é rígida. Dentro da própria comunidade do Pilates, existem profissionais que trabalham a partir de posições intermédias e combinam elementos de ambas as abordagens. A Balanced Body abordou precisamente esta coexistência entre abordagens, salientando que o clássico e o contemporâneo podem seguir caminhos diferentes dentro de um mesmo método.
Pilates clínico ou aplicado à reabilitação
A expressão «Pilates clínico» é habitualmente utilizada para se referir aos exercícios e princípios do método adaptados a um contexto de cuidados de saúde ou de reabilitação.
Não constitui um método independente.
Nestes ambientes, equipamentos como o Reformer, o Cadillac ou a torre permitem alterar as posições e ajustar a tensão das molas, de modo a adaptar o exercício às capacidades do utilizador.
A diferença fundamental não reside apenas na máquina, mas sim em quem avalia, determina e supervisiona o trabalho.
Quando o Pilates é utilizado no âmbito de um processo de reabilitação ou no tratamento de uma patologia, a avaliação e o programa devem ser orientados por um fisioterapeuta credenciado ou por um profissional de saúde qualificado.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma avaliação médica individualizada.
Pilates durante a gravidez e no pós-parto
Também não estamos a falar de um método diferente, mas sim de uma adaptação do Pilates a uma fase específica.
Os exercícios, as posições, as amplitudes de movimento e as cargas devem ser ajustados à medida que a gravidez avança e durante o processo de recuperação posterior.
Pode ser praticado no chão ou em diferentes aparelhos, mas deve ser adaptado a cada caso e realizado com autorização e acompanhamento profissional, quando necessário.
E o Pilates aéreo, o Hot Pilates ou o Barre?
Aqui, a classificação começa a complicar-se.
Nos últimos anos, surgiram modalidades que combinam princípios ou exercícios de Pilates com elementos provenientes de outras disciplinas.
O Pilates aéreo, por exemplo, incorpora sistemas de suspensão. Outras modalidades incluem temperatura, música, treino cardiovascular ou materiais diferentes.
O Barre merece uma explicação especial: embora incorpore influências do Pilates, é uma disciplina própria, inspirada também no ballet e noutros sistemas de treino, e não uma modalidade do método Pilates em sentido estrito.
Isso não invalida estes formatos. Basta distinguir entre as modalidades que fazem parte do sistema Pilates e as disciplinas híbridas que utilizam alguns dos seus princípios.
Que tipo de pilates escolher?
Não existe uma modalidade adequada para toda a gente. A escolha depende do que procuras, da forma como preferes treinar e, em alguns casos, do contexto profissional em que a prática se realiza.
Se quiseres começar com o mínimo de equipamento.
O Pilates no chão permite aprender os princípios básicos utilizando principalmente o próprio corpo.
Se procuras resistência ajustável e um repertório muito vasto.
O Reformer inclui molas ajustáveis e permite treinar em inúmeras posições.
Se quiseres aprofundar-te no método completo.
Combinar exercícios no chão, no Reformer e noutros aparelhos permite compreender como os diferentes elementos do sistema se complementam.
Se procura uma abordagem especialmente fiel ao repertório original.
Um centro ou instrutor de Pilates clássico seguirá uma estrutura mais próxima do sistema tradicional.
Se precisares de um trabalho muito personalizado.
A abordagem contemporânea permite uma ampla capacidade de adaptação, embora, em contextos de reabilitação, seja também necessária a avaliação de um profissional de saúde.
A qualidade da prática depende, em grande medida, de algo que não consta no nome da modalidade: a formação do instrutor e a sua capacidade de adaptar o método à pessoa que tem à sua frente.
Perguntas frequentes sobre os tipos de pilates
Quantos tipos de pilates existem?
Não existe um número único, pois isso depende da forma como são classificadas. É possível distinguir as modalidades consoante o equipamento — solo, Reformer, Cadillac, cadeira… —, abordagens como a clássica ou a contemporânea e adaptações destinadas a determinados utilizadores.
O Pilates e o Reformer Pilates são diferentes?
Não. O Reformer Pilates é uma modalidade do método Pilates. Utiliza uma máquina com carro móvel e molas ajustáveis, enquanto o Pilates no chão trabalha principalmente com o peso corporal.
É melhor fazer Pilates no chão ou no Reformer?
Não há um que seja melhor em termos absolutos. Funcionam em condições diferentes e podem complementar-se. O solo exige que se controle o peso corporal face à gravidade; o Reformer incorpora molas que podem gerar resistência ou auxiliar o movimento.
O Pilates clássico é o mesmo que o Pilates no chão?
Não. «Clássico» refere-se a uma abordagem do método, enquanto «no chão» se refere ao local e aos meios utilizados na prática. O Pilates clássico inclui tanto exercícios no tapete como exercícios no Reformer, no Cadillac, na cadeira e noutros aparelhos tradicionais.
É possível combinar diferentes modalidades?
Sim. Na verdade, o método Pilates foi concebido como um sistema em que o chão e os aparelhos se complementam. Um mesmo praticante pode utilizar o Mat, o Reformer, a cadeira ou o Cadillac no âmbito da sua prática.
A Balanced Body e as diferentes formas de praticar Pilates
A Balanced Body desenvolve equipamento para praticamente todo o ecossistema do método: desde o Mat e o Reformer até ao Cadillac, torres, cadeiras, barris e sistemas contemporâneos como o CoreAlign ou o MOTR.
Essa diversidade permite encarar o Pilates como um sistema completo, em vez de o reduzir a uma única máquina.
A linha Contrology mantém uma abordagem especialmente ligada ao Pilates clássico, enquanto o resto do catálogo inclui diferentes soluções desenvolvidas para estúdios, centros de formação, espaços de bem-estar e ambientes profissionais.
A isto acrescenta-se a formação oficial da Balanced Body, que permite aprofundar tanto o repertório como a utilização dos diferentes aparelhos.
Descobre qual a modalidade de Pilates mais adequada para ti
A questão não é apenas saber que tipos de Pilates existem, mas sim qual a forma de o praticar que melhor se adequa aos teus objetivos.
O solo, o Reformer, o Cadillac, a cadeira ou o equipamento contemporâneo não são métodos isolados. São diferentes formas de trabalhar no âmbito de um sistema que partilha os mesmos princípios de controlo, precisão e qualidade de movimento.

Líder estratégico com mais de 15 anos de experiência no setor da saúde e do bem-estar, com uma visão clara sobre a transformação digital, a gestão da mudança e a inovação, e uma capacidade inata para valorizar e desenvolver os pontos fortes das pessoas, colocando-as sempre no centro de qualquer estratégia.
