Pilates adaptado: como adaptar os movimentos a cada corpo

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O Pilates adaptativo mostra como o movimento pode ser adaptado a cada pessoa, capacidade e contexto. A história de Anna Sarol defende um Pilates mais inclusivo, acessível e ligado às suas origens na reabilitação.

ANNA FINALEDIT Pilates - Corpo Equilibrado

O Pilates é frequentemente associado ao controlo, à força, à mobilidade e à consciência corporal. Mas também pode ser uma ferramenta de inclusão quando se parte de um princípio fundamental: adaptar o movimento a cada pessoa, a cada corpo e a cada realidade.

Uma história de movimento e inclusão

A história de Anna Sarol, instrutora certificada de Pilates em Kansas City e utilizadora de cadeira de rodas, é um bom exemplo. Antes da lesão, era ginasta de competição e sonhava em chegar aos Jogos Olímpicos. Após a lesão, pensou que a sua relação com o movimento tinha chegado ao fim, mas, com o tempo, descobriu que esta não tinha desaparecido, mas sim evoluído.

Durante seis anos, treinou ginastas do ensino secundário. Essa experiência ajudou-o a recuperar a confiança e a perceber que não era necessário demonstrar fisicamente cada movimento para o ensinar bem. Aprendeu a observar a mecânica corporal, a dar indicações precisas e a adaptar movimentos complexos a instruções acessíveis.

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O Pilates também pode ser acessível

Ao procurar referências nas redes sociais, mal encontrava pessoas com deficiência em espaços de Pilates, muito menos utilizadoras de cadeira de rodas. Por isso, decidiu experimentar e partilhar a sua experiência no Instagram sob o título «Trying Pilates as a Paraplegic». Esperava sentir-se deslocada, mas encontrou colaboração. A sua instrutora perguntou-lhe quais eram os seus pontos fortes, limitações e experiência pessoal, e elaborou uma sessão que a desafiava sem deixar de respeitar o seu corpo.

Na verdade, uma frase mudou a sua perspetiva: «Qualquer movimento é um bom movimento». Essa ideia resume muito bem o valor do Pilates adaptativo. Não se trata de encaixar todas as pessoas num único tipo de treino, mas sim de descobrir qual o movimento que faz sentido para cada uma. O objetivo não é reproduzir um exercício perfeito, mas sim desenvolver força, confiança, consciência corporal e funcionalidade a partir das possibilidades reais de cada corpo.

Voltar às origens terapêuticas do método

Anna lembra, além disso, que o Pilates tem origens ligadas à reabilitação. Joseph Pilates desenvolveu parte do seu trabalho durante a Primeira Guerra Mundial com pessoas lesionadas, pelo que a adaptação faz parte das raízes do método.

Após a boa aceitação das suas publicações, muitas pessoas em cadeira de rodas escreveram-lhe a dizer que nunca tinham pensado que o Pilates pudesse ser uma opção para elas. Recebeu também mensagens de instrutores interessados em tornar as suas aulas mais inclusivas.

Uma reflexão para o setor

A sua experiência deixa uma mensagem clara para o setor. A acessibilidade não depende apenas da eliminação de barreiras físicas. Implica também formar os profissionais, ouvir o utilizador e compreender que não existe uma única forma válida de se movimentar. O Pilates adaptativo não é uma versão reduzida do Pilates. É uma forma de regressar a uma das suas ideias centrais: acompanhar cada pessoa a partir do seu ponto de partida.

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